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Marketplace In: conheça o modelo de negócio, as vantagens e os desafios

Por Cadu Fogueral

O comércio eletrônico não para de crescer. De acordo com a 46ª edição do estudo Webshoppers, o e-commerce brasileiro alcançou, no primeiro semestre de 2022, a marca de R$118,6 bilhões em vendas, o que representa uma alta de 6% em relação ao semestre anterior, mesmo com a retomada da vida presencial. Por todo o mundo, as marcas mais valiosas estão criando ecossistemas digitais e atuando em vendas online direta ou indiretamente.

Nesse cenário, a força dos marketplaces se destaca por trazer vantagens para clientes finais, varejistas e marcas, formando uma rede colaborativa em que todos se beneficiam.

Para os clientes, há a facilidade de comprar com praticidade em um ambiente que inspira confiança. Já para as marcas, uma opção que se mostra muito atraente é o marketplace proprietário, ou marketplace in, em que utiliza sua relação com a própria base já formada para oferecer produtos e até pacotes de seus serviços combinados com itens vendidos em seu marketplace.

Por que investir num marketplace proprietário?

A decisão de criar ou se tornar um Marketplace IN, parte do entendimento que há interesse dos seus visitantes ou da sua base de clientes em comprar outros produtos através dos seus canais, complementando e ampliando ofertas de sellers externos ao seu core business.

No Brasil, de forma já massificada, temos os gigantes varejistas integrando milhares de sellers externos em suas lojas como Magalu, Americanas, Centauro e Beleza na Web, mas esse também foi o caminho escolhido por grandes marcas de outras indústrias. Nos serviços financeiros, temos o exemplo muito bem-sucedido de Banco Inter, Nubank, Banco do Brasil; entre os grandes players de telecomunicações também encontramos iniciativas, com marcas como Vivo e Claro. 

Mas por que empresas de setores tão diversos resolveram entrar para o universo do e-commerce? Elas apostam nessa frente visando não apenas um incremento de resultado com geração de novas receitas, mas a construção de ecossistemas valiosos para sua base de clientes.

No caso dos bancos, temos ainda o exemplo do recém-lançado Itaú Shop. Com o objetivo de reforçar o relacionamento com sua poderosa base de clientes, o Itaú criou um e-commerce próprio que oferecerá não apenas produtos e serviços dos sellers como um varejista tradicional, mas ofertas e benefícios exclusivos aos seus correntistas, atrelando as compras no shopping ao uso dos produtos financeiros do banco. E os benefícios não serão somente em descontos nos produtos, também já foi anunciado que futuramente os dados das compras serão integrados a seu programa de fidelidade iupp, gerando pontos e cashback num looping virtuoso nesta cadeia de consumo, reforçando esta relação de valor entre seus consumidores e sua marca, sem contar a possibilidade de atrair novos correntistas que vão iniciar um relacionamento com o banco.

Mas quais são os desafios no desenvolvimento de um marketplace in?

Uma vez convencido que ter um marketplace é o caminho ideal para sua marca e seus clientes, prepare-se para gerir um e-commerce quase completo, ficando de fora apenas compra de estoques, operação de armazém e transportes. Destaco 8 pilares de gestão e planejamento para seu plano de negócios:

  • plano de mídia e CRM com estratégias de tráfego para a loja
  • pipeline de hunting e farming de sellers qualificados
  • hub de integração entre sellers e a plataforma (loja)
  • catálogo de produtos aderentes ao perfil do seu consumidor
  • verbas promocionais para planos de campanhas com ofertas exclusivas no canal
  • operação dos meios de pagamento, fluxos de gestão da comissão e repasses
  • canais de Atendimento ao Consumidor
  • acompanhamento dos SLAs dos Pedidos e Backoffice (canal e sellers)

Por fim, vale reforçar que os indicadores de sucesso na gestão de um Marketplace IN devem ser mensurados não apenas levando em conta o volume de vendas transacionadas na loja, mas uma combinação de resultados que permeiam toda sua companhia. Aproveite a oportunidade de obter mais dados para conhecer cada vez mais e melhor seus clientes, ampliar os pontos de contatos para fortalecer sua régua relacional, gerar receitas extras ao oferecer serviços complementares e, principalmente, criar mais mecanismos de fidelização entre sua marca e seus fãs/consumidores.

 

*Cadu Fogueral é Diretor Omnichannel & Marketplace na Infracommerce

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